Shell denuncia falta de segurança no Porto do Açu e suspende contrato milionário com a Prumo. Início do fim?!

Desde maio deste ano, quando em uma operação de transferência ship-to-ship (entre navios) de petróleo no Açu houve derramamento de óleo, a Shell deixou de demandar serviços da Prumo – empresa que detém 80% da Açu Petróleo, subsidiária do terminal.

A decisão da multinacional desde então expôs a falta de segurança no terminal operado pela Prumo e suscitou esta semana o debate sobre a preocupação de outras empresas com os procedimentos fora do padrão no Açu – que acarretou na suspensão dos pagamentos da Shell à Prumo desde junho.

De acordo com a Prumo, “a Shell decidiu unilateralmente não demandar os serviços do Açu, apesar da disponibilidade comprovada do terminal para cumprir com o contrato”. Vale destacar que a modalidade de contrato (para serviços de transbordo de petróleo por 20 anos) foi celebrado em regime de take-or-pay, no qual o pagmento é obrigatório independemente da prestação do serviço.

Por outro lado, a petroleira alega que tomou a decisão porque a infraestrutura e os procedimentos adotados pelo porto “descumpriam as provisões e procedimentos estabelecidos em contrato”. Ainda segundo a Shell, o descumprimento do acordo foi “evidenciado por três incidentes em 17 operações desde agosto de 2016”.

Fontes do Primeiro Click no Porto do Açu garantem que a Shell é apenas a primeira empresa a sinalizar insatisfação com o Porto do Açu. Outras já estariam na mesma esteira, ameaçando a subsistência do terminal.

Primeiro Click

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